There is always more then meets the eye!

05
Mai 05
Apesar da noite escura, via-te nitidamente. Perdido no areal da praia. Estatelado na areia como se estivesses em casa protegido do frio. Não entendia o olhar, sequer entendia o sorriso imbecilmente feliz que tinhas no rosto. Mas ele estava lá para quem o quisesse ver! O Verão aproximava-se e tu estavas prontinho para mais uma temporada de praia… feliz e contente com os silicones que ai vinham! Não sei se era a brisa do mar ou os longos meses em que não vislumbrei o teu sorriso... sei, que nesse momento o achava irresistível e se tinha clonado nos meus lábios! Caminhei pela berma da água, segurando a barra do meu vestido, ouvindo a tua conversa contigo mesmo... parecias um tonto alegre com algo que não percebi. Não fui ter contigo apesar da vontade! Sentia saudades das nossas conversas longas e genuínas... brutalmente frontais e sinceras! Mas deixei-te ai com a alegria contagiante e a tua conversa desconexa! ... Perdida olho o mar lá em baixo… Abraço os joelhos e sorrio aos vizinhos que passam debaixo da minha janela. Agarro no livro de onde não vou ler uma só palavra esta tarde. Não percebo o mundo… o vazio à minha volta! Mas sinto saudades tuas... e quase estico o braço para pegar no telefone para te ligar! Apetecia-me dizer-te olá! Com a voz rouca de quem cantou toda a noite e caminhou à beira mar a largas horas da madrugada. Agarro o livro novamente, para novamente perceber que não irei ler nada! Hoje a cabeça está cheia e o mar azul e lindo... a contrastar com o verde da Arrábida... apetecia-me saber voar mas... nem sei nadar! ... O livro descansa no meu colo. Que descansa no meu corpo afundado numa rede grande... os meus pensamentos estão encalhados em ti! Se esta noite te vir... dar-me-ei aquilo de que necessito para finalmente desencalhar estes pensamentos! ... Nessa noite não te vi... na madrugada quente e insone sentei-me à varanda e lá estavas tu! Numa das tuas festas de praia, com fogueiras proibidas e muita gente contente e alcoolizada! Corri a vestir o meu vestido e correr até ti! Parei defronte à fogueira e reconheceste-me! Conversámos as conversas de que tantas saudades tinha. Clonámos sorrisos um no outro e dançámos como pagãos em volta da fogueira. O sol estava nascer... a minha deixa... -Mas o fogo ainda está forte ! - dizias tu. -Partimos quando o fogo se apagar. –Clonaste o teu sorriso em mim e fiquei. O sol nascia do mar e o fogo esmorecia. Precisava desencalhar! Segurei-te no rosto e beijei-te! Nunca o beijo tinha superado o seu prelúdio... precisava dele para terminar a fantasia. Quando parámos de nos beijar tu sorrias e eu corava. O fim que antecipava parecia-me o início de novo tormento. Abraçaste-me e começaste a caminhar comigo pela praia. ... Naquela tarde comecei a aprender a nadar. Entre prelúdios de novas coisas fui aprendendo a voar com um sorriso clonado no rosto e concretizações de beijos!
publicado por crowe às 22:56
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És a chama invisível Que queima num abraço Ardes sem combustível Verão no meu Inverno Nuvem no meu céu Nota na minha pauta Música no meu ouvido Lição que aprendo Trabalho que faço Tarefa que realizo Sonho que vivo Castelo que defendo Cruzada de fé que tenho Não interessa onde ou quando Porquê ou quê Interessa que os meus choros são risos Os meus dias são quentes e as minhas noites dias Quando neva sinto calor! Não interessa o fim... Posso ser quem sonho...idealizo...quero...almejo! (Quando estou contigo...) Não interessa a dureza do caminho... Porque o traço e escolhi-o!
publicado por crowe às 22:03
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Acordei cá dentro Chorei por dentro Descobri risos guardados dentro de um pensamento Agarrei-os... puxando com força! Em vão... estilhaçaram-se no ar uns Esconderam-se onde não visse os outros! Em medo de serem usados em máscaras... Gastos em gestos sociais banais ... Mandei-os embora! Ficava-me com as lágrimas Pequenos esgares bastariam... Um gloss ou um batôn abrilhanta-los iam... Seria uma esgar pequeno e fugaz cheio de cor e glitter... Para gente mundana sem espaço para castigar sorrisos verdadeiros no seu interior! Pedaços de nós que teimam em escapar como brisas quentes Acordei cá dentro sem brisa... Sai para o mundo... sem sorrisos... Não voltei a adormecer... sem sorrisos... esqueci! Fiquei esquecida... entre esgares fugazes de glitter e batôn.
publicado por crowe às 21:40
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