There is always more then meets the eye!

12
Jan 05
Sonhei em folhas de papel, que rabisquei a carvão e colori com tintas e pincel Manhãs de sol… Noites de lua… Dois amantes sós, em plena rua, Numa rua da cidade Iluminada pelo luar Colorida pela chuva… Sussurros murmurados Entre lábios enamorados Que adivinhavam um beijo De tal forma avassalador Que silenciariam até os sons da rua Ofuscariam até o brilho da lua!
publicado por crowe às 23:01
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11
Jan 05
Caminhavas numa imensidão cinzenta Nublada... enevoada! Sem te perceber vi as cores que trazias As íris dos meus olhos ficaram fixadas em ti Nunca tinha visto tons assim Aproximei-me e vi as cores do arco-íris Misturei as minhas com as tuas e obtive uma paleta Com cores, muitas cores Com elas pintei cada pedacinho de mundo que vi… Cada melodia que ouvi, Cada palavra que proferi Cada segredo que guardei para to contar… Mas só a ti! Aproximei-me mais e cresci! Era cor em mundo cinzento! Descobri que tenho somente uma palavra Para te descrever: Amigo! Amigo de mil cores, agradeço-te O estares sempre presente Pintando o mundo comigo Misturando tantas cores! @estava à muito prometido a alguém e devido a muitos... =)
publicado por crowe às 21:19
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08
Jan 05
Estava escuro e havia fumo por todo o lado… Todas as pessoas dançavam à minha volta e eu movia-me sem sentir o chão, pés, corpo ou a respiração! Cada batimento era como uma onda que me agitava, não ouvia a música só sentia o ardor nos lábios! Tinha sido um roçar de lábios acidental, numa noite como tantas, entre risos e “batucadas”. Estávamos sentados de frente um para o outro, ouvindo uma piada, e no balanço de uma gargalhada os meus lábios roçaram os teus. Senti-me arder! Pousaste a tua mão no meu braço e fiquei com fogo líquido nas veias… tinha de fugir para onde não seguisses! Continuavas com os dedos nos teus lábios, sentado no banco de veludo vermelho! Não suportava olhar-te naquele momento, receando que visses o fogo nos meus lábios… os meus olhos que chamavam os teus! Fiquei horas, teimosamente na pista… sem saber se estava a dançar ou a ser empurrada pelo maciço de corpos que estava ali! Não conseguia levantar os olhos do vazio e do fumo sabia que olhavas para mim, os lábios estavam electrizados, eu estava com fogo nas veias… tinha que fugir dali sem passar por ti. O dj decidiu-o por mim quando anunciou a última música. Senti uma mão no meu ombro e soube que eras tu, já não estava a salvo! Perdi-me numa maré de fogo quando olhei para ti e sei que de alguma forma saímos dali por uma estrada qualquer… acordei de manhã e tinha frio! Tinha frio?!?!? Estava recostada num corpo quente e coberta por um edredão… não tinha frio sentia-me fria pelo que tinha acontecido! Virei-me para te ver… respiravas pesadamente! Percebi que a minha pele escaldava e tinha de fugir de ti… de mim… da necessidade de um toque teu! A manhã estava cinzenta e fria Um consolo para os meus lábios Quentes e doridos Fugi por entre os nossos corpos quentes, entrelaçados Não devia ser assim… complicado! Ia no comboio desviando-me dos olhares Ia a falar sozinha… não como uma louca! Como alguém que é chama sem combustível! Horas depois apareceste e sentaste-te comigo na cozinha olhando-me entre o vapor do café, que fiz demasiado quente! Não percebeste o meu medo, o porque de me sentir mal com a nossa maré de fogo. O não conseguir sorrir-te… Será que entendes aquilo que receio e necessito? Se eu cair pelo caminho levantas-me? Limpas-me o pó que traga agarrado a mim? Sorris-me e ajudas-me a apanhar os pedaços Que tenham ficado esquecidos no chão? Percebes o meu medo da maré de fogo que somos? Bebeste o café… e saíste! Marés de fogo agitam-me as noites… Continuas a queimar-me e eu a questionar-me Será que percebeste que não precisava de muito, só de um abraço?! @ Para a minha querida amiga Anabela porque, sabe (exactamente) o valor de um abraço e me relembra tantas vezes como dá-lo e senti-lo!
publicado por crowe às 22:14
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Se pudesse, faria com que vento cantasse o teu nome a toda a hora, em todas as Estações (e os bosques cobertos de nevoeiro teriam a cor dos teus olhos). Mas, Não sou, Artista nem Deus Sou só um corvo de voz áspera a voar sobre um paraíso vazio. Não tenho belas canções com que encher os teus silêncios, mundos onde possa esculpir a tua imagem, nenhuma forma especial de te dizer que és a outra metade de mim! Gostaria de ter, de inventar, canções e palavras especiais para te dizer: Só preciso de ti, exactamente como és! @(este escrito não é recente mas... é meu e adoro-o!)
publicado por crowe às 22:07
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06
Jan 05
Quando todos os cheiros me levam a ti as minhas pernas entrelaçam-se nas tuas Como raízes profundas de árvores Os meus braços só conhecem o calor e o ondular dos teus… Como te posso esquecer numa noite…? Como te posso esquecer numa madrugada, … manhã, … tarde? Que diferença estar frio ou calor? Ser Verão ou Inverno? O meu rio fica preso numa barragem e tu não a és … não estás aqui! (pode tambem ser lido em : http://poiesis.blogs.sapo.pt)
publicado por crowe às 21:35
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Once upon a time In a none existent Kingdome In a none existent world Lived someone I don’t know Somewhere I do not know There was that someone, somewhere And a fairy The fairy was fare and worked her magic everywhere Making someone… somewhere Lived happily ever after In a none existent Kingdome In an inexistent world! The end!

03
Jan 05
Desculpa! Perdoa-me não me ter calado! Há palavras que magoam e podiam não ser ditas Não vi que atrás do muro de palavras Falsos sorrisos, falsos olhares Falsas emoções escondias entre os cílios Esqueci que a honestidade pode magoar mais que uma mentira Que tudo se pensa mas nem tudo o que sai por entre os lábios Se diz…. Frágil como uma flor ao relento Foi o que descobri em ti… tarde! Muito tarde As palavras atiraram-te vezes demasiadas ao chão Por detrás do muro, que não vi, e sumptuosidade do meu ego não vi A fragilidade que há em ti! Querendo ser mais forte que tu… disse sem cuidados O que me ia na mente! Nunca percebi a minha raiva Nunca me apercebi da tua… criada por mim Alimentada de forma gulosa por palavras que não sentia Pelos pedaços teus que partia, pisava e nunca os ouvia ou sentia! Tentando perceber porque estavas longe Porque me quebravas em mil pedaços Esqueci-me de olhar para ti De ver que és frágil! Tornei-me fria Escondendo o que sentia Perdi-te entre palavras Porque ambos somos Admitamos ou não: Frágeis! Quebráveis!

I knew you needed a friend. I knew you needed some blue skies. You need some laughter again, til magic returns to your blue eyes. You're lost in the circle of pain. Where's it all going? Each day is the same, where are you going? Say hello. Say hello. You're never alone. Something inside of yourself, when darkness approaches, your silence. Freedom's forgotten her name. Nothing makes sense you don't complain. Everything started to fall. Where's it all going? Can't make any sense of it all. Where am I going? Say hello. Say hello. You're never alone.
publicado por crowe às 21:06
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01
Jan 05
Noite de 24. Dia 25…. Presentes, laços, fitas, árvores, amigos, perus, bacalhau, filhós, sonhos… Dia 26, 27, 28, 29, 30 … chega o 31… as folhas do calendário vão sendo arrancadas uma a uma… inicialmente com muito contentamento depois com algum custo…o ano vai mudar! Chega o momento de fazer o tal balanço! Porra, este ano não quero fazer balanço! Decido isso em frente da montra de um café… entro resoluta e muito feliz. Este ano não faço balanço nenhum… nem vou ficar triste, nem feliz! Aceno com a cabeça e sorrio. Sento-me numa mesa muito feliz com a minha resolução! Tomo o meu café enquanto brinco com a trança. Vou sorrindo e bebericando o meu cafezinho. O telemóvel toca: é um amigo! Sorrio ainda mais, um sorriso rasgado como se ele ali estivesse! Um convite para o reveillon! Hum… o pobre sorriso vai desvanecendo enquanto a cabecinha fervilha: aceito? Não aceito? Aceito, afinal todos os momentos são bons para estar com os amigos! Talvez o problema fosse não ter companhia nessa noite! Vou… e até vou a rigor! A manhã passa, a tarde vai passando entre o forno e a farinha! O relógio digital do micro ondas vai marcado os minutos a passar, o portátil vai cuspindo uns cds que ia gravando e o telemóvel vai apitando, no som polifónico, avisando que estão a chegar mensagens. Que dia fabuloso! Corre para o duche, desliga o portátil, pega nos cd’s(que nestas festas não se pode confiar no gosto musical das pessoas… afinal estão todas a decidir quais serão os 10 desejos para as 10 passas). Amigos, ai vou eu! Meia-noite, não me assustas! Como sempre nestas alturas, muito brilho, muito tilintar de copo, comida em excesso, pessoas que nunca vimos, dores nos pés por causa dos sapatos novos, vinho... muito vinho!…Muito contente por ninguém estar a falar no que queria ter feito e não fez,( o que ia mudar na sua vida!)... Acabámos de jantar.Sentámo-nos na varanda, enrolados num cobertor, e começa a conversa(Raios de balanços e choraminguices!). Fujo para a sala. Pior! Estão a preencher questionários de revistas e a suspirar. Cozinha: um casal a discutir!(Já exaspero olhando o tecto como se la estivesse um anjinho a quem reclamar a sorte! Logo este ano que decidi mudar e parar com lamechices!) Quartos: ou com ocupantes ocupados ou trancados! Casa-de-banho: Desocupada!(sorri) Deito-me na banheira,friaaaaa… são 22h30m. Adormeço! 23h45m: alguém decide tomar banho e abre a água! Banho, na minha roupita nova. Mas nem reclamo a minha amiga estava um verdadeiro deposito pós-regurgitado do jantar de alguém que se entusiasmou e bebeu demais! Roupita emprestada corremos, ambas, para a sala para brindar ao novo ano! Eu ia passar as passas mas depois apercebi-me de que tinha pelo menos 3 desejos: 1. Não fazer balanços mas manter desejos; 2. Não fugir das minhas decisões e meter-me numa banheira(deixando a porta DESTRANCADA); 3. Levar com um jacto de água fria não é pior do que ser presenteada com um jantar regorgitado! FELIZ 2005 E MUITOS SORRISOS E GARGALHADAS!
publicado por crowe às 13:48
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