There is always more then meets the eye!

07
Dez 04
Hoje deitei-me com raios de luar Cai sobre a terra e cubri-me com eles Com os dedos brinquei a ser pintora... Enchi o negro do céu com pontinhos brilhantes : estrelas! Pensei que a lua estava só Que queria companhia... Diloguei com ela Perguntei-lhe o que via. Ela respondeu-me... mostrou-me! Aquele olho imenso sobre a terra tudo compreendia ... até a solidão... numa qualquer terra, mar ou baía A lua imensa repousava o seu olhar olhava e fazia companhia! Pisquei os olhos cansada ela cubriu-me com manto de noite aqueceu-me com raios de luar
publicado por crowe às 21:27
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Hoje Sorriste Hoje riste e gargalhaste... Eu quase chorei... sem querer ou razão... Tu rias e eu esmorecia! Nunca doeu ver alguém sorrir como tu Alegre como tu! Mas hoje Quando os teus olhos se encheram de vida... O meu pensamento foi assaltado e povoado de morte... Tive medo... pela primeira vez tive vontade de chorar Por fazer alguém como tu gargalhar! ((nota: a todos os que leram e já estavam a supor despropósitos (não, não pirei na batatinha!! ))Este poema foi escrito após uma sessão de apoio educativo a uma criança, de 8 anos, com uma doença degenerativa. Como, para além das diversas atrofias musculares, essa criança sofre de graves problemas cardio-vasculares... a simples gargalhada pode mata-la por asfixia... Aqui fica a solução, triste, do mistério!!!))
publicado por crowe às 21:13
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Odeio as máscaras que usas na face e na voz... Odeio sentir-me indefesa pois qualquer estratégia é vã contra um inimigo que não vês. Este jardim de aparências e flores sem vida ou essência entristece-me, enraivece-me e embrutece-me desde o mais simples gesto ao mais elaborado plano. É como se todos os livros fossem crónicas de biquini... como se vivêssemos num mundo alternativo em que se queima a palavra escrita e os bombeiros ateiam fogos (qual palimpsesto ao Fahrenheit do Ray Bradbury). As máscaras que usas, de tantas vezes colocadas já se colaram à pele e sufocaram-te. Não saem! Estás agora entre ti e uma máscara que colocaste e já não consegues descolar. Uma máscara que te impede de ver os outros pelo que são. De ler um livro somente pelo que é: Livro! De rir porque te apetece.
publicado por crowe às 20:54
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