There is always more then meets the eye!

05
Mai 09

* não sei porque não o dizemos mais vezes aqueles que nos fazem realmente falta!*

 

A língua saboreava indolente e preguiçosa a curva do teu lábio
A luz cobria-te
As mãos passeavam com terna lascívia pela curva do teu pescoço
O negrume do teu cabelo dançava ao som da sua própria melodia
Os suspiros eram canto de sereia
Hipnotizantes olhos de gelo
Íris de fogo
Pele de marfim
Toque de seda nas pontas dos dedos
Os lábios aproximaram-se
Inspirava
Expiravas
Sorvia  o perfume do teu hálito
Expirava
Sorrias e inspiravas profundamente
Olhos cravados
Lábios entreabertos
Respiração entrecortada
Veludo carmesim
Sentia
Humedecia
Sorvia e acariciava
O sol apagou!

Melodia suspirada
Palavras segredadas entre lábios: Fazias-me falta!

Cega,

perdida em tudo em ti!

Continuas a fazer-me falta!


 

publicado por crowe às 22:13
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12
Jul 06

Porque é tão fácil ceder?

Tão difícil esquecer?!

Porque não me ofereceram uma borracha

 

Uma borracha que apague o tempo?

 

You stolen my thunder

Left me in the middle of the field

Heart in my hands

I left and forgot My soul

She stayed there wondering

 

O tempo não se apagou

Bati no peito

O coração continuou

A mente acompanhou-o

As memórias cravaram-se na dor!

Dói!

Apaga o tempo

Não quero sentir…

 

My soul found her way back

Found the heart pumping pain

Memories disconnected… she wrote:

 

Merecias-me uma carta!

Ai, se merecias…

Mas se ta escrevesse agora

Caro tempo,

Coisas feias, muito feias te diria!

 

Time got her letter and smille

He wrote back:

 Time has no memories

Time has no fellings

Time is life…

You can terminate life but not time…

 

Porque foi tão fácil escrever-te?

Tão difícil apagar-te?!

Porque nos oferece a vida a caneta

E nos recusa a borracha?

publicado por crowe às 21:12
sinto-me:
música: #doors down
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27
Mai 06

Olá, meu(s)  amor(es)

Há tanto que vos queria ensinar

Tantos livros e páginas de vida que deixo por contar…

 

O tempo foi tão curto

E neste momento… com ele a esgotar-se

Queria dizer –te (lhes) que o Adeus não significa um fim…

Não para nós,

não para mim!

 

As páginas ainda por folhear

Trazem o novo mas não apagam o antigo!

Adeus meu (s)  amor(es)!

Quando o tempo finalmente acabar…

Recordarei aquilo que tantas vezes quis esquecer…

Responderei perante a vida… por todos os queixumes

e tristezas de que a culpei porque esqueci… aquilo que ela me ensinou

 

Adeus Amor(es)!

Tempos longos e olhos abertos…

Sem esquecimentos propositados…

Aproveitem os tempos… não reneguem conhecimentos!

@ Foto:Fernando Sousa #Playa del Carmen, México#

@ Porque os anjos estão muitas vezes mascarados, escondidos sob capas e os demónios usam tantas vezes capas de anjos... olhem à volta com atenção e nunca ignorem aquilo qua vida vos mostra! Fiquem bem...

publicado por crowe às 19:28
sinto-me: Saudosa!
música: Roads- Portishead
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13
Abr 06

Era impossível estar perto de ti e não me sentir tocada

Impelida para ti… como se puxada por uma força invisível

 

Com a respiração pesada

A visão nublada

Presa no teu olhar…

Cativa das emoções despertas…

 

Demasiado cansada para respirar

Demasiado tímida para olhar

Demasiado saciada para pedir mais…

Demasiado envergonhada!

  Foto por: Michelangelo Gratton

Com os lábios colados

Os dentes cerrados

Á tua beira… menina pequena

 

Demasiado certa da verdade

Demasiado ciente de que nenhum muro

((grande, muito grande, alto…))

Idealizado e concretizado por mim

Te prenderia a mim… cativado pela minha presença…

 

Impossível andar…

Cativada por ti…

Conversa calada…palavras guardadas

Sem fôlego… cativada por ti!

Demasiado extasiada para te roubar o olhar…

Demasiado certa de que com o olhar perceberias:

Era tua…

Demasiado… crente!

Demasiado certa de que cativada estava por alguém que a mim

Cativo jamais seria…

publicado por crowe às 22:01
sinto-me: so in love
música: Coldplay@Fix You@
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21
Set 05

Não me apetece!

Não me apetece não me apetecer!

Não me apetece saber…

Ver… não conseguir esconder!

Não me apetece julgar!

Não me apetece ser enganada… …nem fechar os olhos e não ver…

Não me apetece!

Não me apetece descobrir …nem me apetece nada… nem não apetecer!

Apetecia-me, que fossem como se mostram…

…Apetecia-me não tapar tantas vezes os olhos para não ver!

Apetecia-me sempre: Não me apetecer o que me apetece agora!

Pois agora apetecia-me abrir as janelas e dizer: “Não tapo mais os olhos, já te vi! Entristeci…” Apetecia-me tanto… não ter visto!

Apetecia-me que a verdade não doesse (a valer)!

publicado por crowe às 23:11
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19
Jul 05
Raven.jpg Pairar, flutuar no ar. Não voar... pairar! Repousar de mente descansada olhos fechados... não pensar não falar... não voar... pairar! Sossegada flutuar... sem mais nada entre mim e o ar! abrir os braços como se fossem asas... e descansar o corpo e mente flutuando no ar. Sossegar os olhos e apagar a memória sossegar...acalmar...flutuar... não voar... não ver nem lembrar... flutuar! @ Ao arrumar uns cadernos antigos encontrei na capa de um a seguinte frase: O Inferno são os outros. do JP Sartre. E nada se encaixou no meu dia de hoje como esta frase. Pensando bem, nenhuma frase se enquadrou tão bem nos meus últimos passos de pessoa adulta... Felizmente ainda há pessoas que nos lembram o "Paraíso" porque, bolas, a maioria representa mesmo o Inferno!
publicado por crowe às 18:26
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04
Jul 05

10165853.jpg

Um toque teu e ressuscitei

 De uma morte que não ocorreu…

 Vesti-me de festa e iluminei a minha noite

 Fria e escura até te sentir…

As noites tornaram-se dias de êxtase

 Num beber de vida e alegria!

 Bebo da tua boca em beijos sem sombra nem perigo

 Pedaços de vida e ressuscito a cada toque!

 Beijar a tua boca merece que reze

 Em todas as religiões e credos inventados na crença humana

 O firmamento é o meu horizonte ...Entrelaçada a ti! Angel_jpg.jpg

Um pouco de ti para sobreviver aos dias

 Sem loucura ou êxtase …sem canções da tua alegria!

 O gigli do teu riso…

 Contigo as horas passam devagar… entre beijos que bebo,

 Essência que me ofereces entre corpos que se confundem,

 Alegria que me presenteias e demónios que assassinas entre

 Sussurros segredados aos ouvidos que oiço e recebo como

 Orgasmos auditivos! De tudo e por tudo fruo da vida por mais cinzenta que seja

 De tudo e por tudo o êxtase está impresso em mim

 Como a minha boca inventa preces enquanto se sente beijada

 Por ti!

 Temo o dia em que as noites voltem a ser frias e negras e eu de Festa não me vista…

 Toca-me, sente-me e bebe-me tal como eu… em êxtase!

publicado por crowe às 20:04
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30
Jun 05
Por vezes, às vezes Prometemos e juramos Pensamos e cremos… Dizemos baixinho segredando, Dizemos sussurrando ao ouvido, O que queremos! O que não queremos! Pensamos com força (com uma ingenuidade de criança) Esperando que aconteça… e que não aconteça! Por vezes, às vezes Temos receio e quase pavor que os nossos receios sejam verdades reais Que não queremos! Tapamos os ouvidos mas não os olhos Os olhos abertos fixam e vêem aquilo que existe E não cremos… porque não o queremos! Por vezes, às vezes As manchas de negro são extensas E nenhum sorriso meloso Aclara, adoça…cobre ou esquece! Por vezes, às vezes O tempo que levamos a ver é longo Mas um dia vemos… Não cremos nem queremos Mas por vezes, às vezes… Ouvimos e vemos e depois não há tempo que o leve… E…ai… lamento… infelizmente… Não esquecemos! ptgeese.jpg
publicado por crowe às 23:24
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O medo rugia-me no peito Rasgando-o! Não ouvia! Queria acreditar que era a mente que me enganava Que me pregava partidas maliciosas! Não conseguia deixar nas gavetas da memoria O Instantâneo que te tinha tirado. Tropecei… tapei os ouvidos tentando não ouvir Os pensamentos que me assolavam! Cerrei os dentes. Fiz caretas O dia estava claro… a luz feria-me! O medo rugia A incerteza insinuava-se Os avisos que ouvia eram Frutos da árvore que alimentara Tanto…tanto… tempo! O instantâneo estava ali Presente na minha mente Não era o primeiro que te tirei! Era o que tinha acabado de fotografar Neste não estavas sozinho Tinhas companhia! O medo não rugia mais A incerteza magoava O peito gemia, Em prantos Ais! @publicado: em HTTP://poiesis.blogs.sapo.pt
publicado por crowe às 23:00
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28
Jun 05
O espaço cresceu entre nós Deixaste, porquê? E eu não vi, porquê? O espaço diminuía quando te imaginava a ti… Agora cresce como vale entre duas montanhas e estamos aqui! Porquê? Se sou… sinto…quero… ser O que só conheço contigo! Porquê? A atitude caprichosa…desmedida… desconexa De sofrer em companhia da solidão Ser saudosa de quem está aqui comigo?!?! Porquê? Perdoa-me gostar de ti e não conseguir tocar-te! Ter-te aqui perto e sem quês, porquês não conseguir sentir-te… Fazer-te sentir-me! Porquê? Quero ficar sem fôlego e ser o que só consigo contigo! (Sem psicanálise please... nem tudo o que se escreve é autobiográfico)
publicado por crowe às 19:08
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