There is always more then meets the eye!

20
Ago 07
@este conto também "postado" no blog da Princesa Virtual http://princesavirtual.blogs.sapo.pt/2006/07/
                                      
A saia azul dançava à sua volta acariciando o vento como uma mãe passa a mão no cabelo do seu filho enquanto dorme. O Olhar perdido num pedaço de papel e um sorriso rasgado no rosto. Seria com certeza uma boa notícia.
Atrás das lentes escuras e enormes dos meus óculos de sol observava sem motivo algum… mas observava por me sentir presa ao sorriso rasgado e ao baloiçar da saia.
Abandonei a custo a observação e a melancolia. O dia de hoje era um dia apetece-me apetecer-te! Mas sabia que antes do sol abandonar o meu hemisfério eu teria de rebaptizar o meu dia.
Atravessei o Jardim da Estrela, fugi de um outro táxi e olhei a imponência da Basílica à minha frente. Senti-me pequenina!
Apetecia-me ser maior… sentir melhor… apetecia-me uma pistola com munições capazes de aniquilar o enorme «elefante» que tinha sentado no peito. Ele, tocou-me no ombro e arrancou-me dali sem que o «elefante» se levantasse do meu peito. Custava-me respirar! Arranquei a gravata mas entrei na Basílica cheia de gente sob a protecção das lentes imensas dos meus óculos e ele a puxar-me para a sacristia. Eu ia tentando imitar o sorriso da rapariga da saia azul enquanto os meus sapatos de salto agulha magoavam o mármore do chão. Ia ouvindo os comentários velados, escondidos entre dedos. Vi os meus pais e fiz um beicinho perante o olhar reprovador da minha mãe e o esgar forçado do meu pai, prestes a ter um ataque de riso.
- Despacha-te! Estão todos presentes só faltas tu! Anda despe-te depressa e enfia o vestido. - Dizia-me ele. Sentei-me numa cadeira e atirei os sapatos. Ele ajoelhou-se aos meus pés e retirou-me os óculos. Não pregaste olho esta noite pois não?
Acenei que não. Ele soltou-me o cabelo e tirou-me o casaco. - Eu também não. Acordei num hotel com isto!- mostrou-me o símbolo do infinito tatuado no pulso esquerdo. O «elefante» pressionava-me o peito. – Mas cheiras bem!
- Tomei banho! - lá lhe respondi e peguei no vestido cor-de-rosinha.- Tinha mesmo de ser cor-de- rosa? Odeio esta merda desta cor!
Ele levantou-se e pegou-me no queixo. – Cheiras a sexo! - O «elefante» pulou em cima do meu peito. E ele olhava-me nos olhos. - Sexo, foi por isso que te atrasas-te? - fugi com o rosto.
- Também tresandas a sexo…Deixa-me vestir! Não quero atrasar mais este casamento. Pede a alguém que me venha ajudar.
- Já te vi nua mais vezes. – Olhei para ele. - Mas sim mando cá alguém ajudar-te! Isso tem mais saiotes que uma sai da Nazaré. Não me vais dizer com quem estiveste? Vamos mesmo para a frente com isto sem que eu saiba?!
Empurrei-o. E fechei a porta. Apetecia-me ser a mulher da saia azul a acariciar o vento e um sorriso provocado por um pedaço de papel. Mas vesti o trapo cor-de-rosinha e deixei que me escondessem as olheiras e prendessem o cabelo. Saímos pela porta lateral e entrei na das damas de honor ao som da marcha nupcial. Que piroseira! Apetecia-me … apetecia-me! Fiquei com os olhos fixos em ti e até que o «elefante» se levantou e eu respirei. Não havia música pirosa, nem vestidinho nazarena versão cor-de-rosinha… havia o meu desejo a concretizar-se: Eu apetecia-te! Apesar de tudo!
Desapareceu uma cabeça com flores cor de rosinha, depois outra, depois outra… tu cada vez mais próximo… e eis que chego até ti e tal como as outras me desvio para a esquerda, revelando a visão de branco atrás de mim: aquela que seria oficialmente tua mulher. Aquela a quem aquietei o chão até ti.
O «elefante» sentou-se sobre o meu peito e já nem conseguia respirar…entre um copo e outro, um esforço e outro ainda maior consegui sobreviver àquele dia e noite… não conseguia vir-me embora… só conseguia olhar para ti! Enquanto dançava com o teu irmão vieste interromper… e como nos tempos de liceu rimos como tontos os três enquanto dançávamos juntos. Os teus pais passaram e riram da nossa figura tantas vezes retratada.
- Vá vem dançar comigo. Agora sou um homem casado e respeitador!
Dançamos uma daquelas musiquinhas «pop» que a tua visão em branco tinha escolhido como reportório. Olhei para ti!
- Ainda cheiras a sexo!- e deixaste que o odor te afogasse os pulmões. – Parece que existe alguém que marcou mais do que…
Apetecia-me… Abanei a cabeça e soltei o cabelo. E juntinho ao teu ouvido sussurei tanto quanto o meu «elefante» permitiu:
- Sim, sempre deixas-te em mim uma impressão! - Olhei-te nos olhos. – A última será permanente em ambos.
Ele olhou-me…coloquei o meu pulso esquerdo junto do dele.
                             
publicado por crowe às 00:13

Ahhhh publicidade gratuita...fixe eheheh :P

Já li isto em qq lugar...não tenho dito nada pq estive de férias, austria, viena, veneza, eslóvenia....coisinha pouca :P

Beijinhos para ti e muitos especiais para «aquela pessoa» :)
PrincesaVirtual a 27 de Agosto de 2007 às 12:36

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