There is always more then meets the eye!

17
Mai 06

   Acordei, acordei de repente, com aquela sensação de que algo não está bem. Olhei em redor. Não, aquele não era o meu quarto, nem a minha cama. A roupa espalhada pelo chão era a minha e não só. Sinto um corpo junto ao meu, a sua pele quente deixa uma formigueiro na minha, uma sensação de familiaridade um calor que me invade o corpo e me deixa uma sensação estranha, familiar? Ou será por não me recordar quem é?

   Onde me encontrava, estava com quem? Tentei recordar-me da noite passada.

   Recordava-me da festa em casa dos meus amigos, uma festa de máscaras. Não tinha bebido muito nem fumado nada que me fizesse esquecer o resto da noite. Recordo aquela voz que soou atrás de mim, era-me familiar e por detrás daquela mascara não consegui vislumbrar quem seria. Mas a voz essa ecoava no meu cérebro como vinda do meu passado, ou dos meus passados, das minhas vidas passadas. Recordo o incenso e ainda sentia a cabeça zonza. Que me aconteceu que se teria passado e porque estava ali e com quem? O meu corpo nu, quem me despira, sentia cansaço e uma alegria e paz que já não sentia há já muitos anos, que se passara afinal?

   Recordava que a certa altura da festa alguém me tinha sugerido fazer uma sessão de hipnotismo, teria sido aquela voz tão familiar? Recordo de me sentar alguém me mandou fechar os olhos, aquela voz que ainda me ecoava no cérebro vinda dos recantos da mente, ou das mentes, depois aquela branca que ainda perdurava, que se tinha passado afinal? Ainda estaria em hipnose? Não era possível, aquelas roupas eram a minha mascara e a mascara daquela voz que não conseguia sacudir do meu cérebro. E aquela pele que me provocava um arrepio: quem era? ; Que fazia eu ali e que tinha eu feito no resto da noite que parecia ter deixado o meu corpo saciado mas, a minha mente em completo desalinho?

   Adormeci novamente aninhando-me no corpo estranho e aproveitei o formigueiro… ainda era madrugada…

   Fosse quem fosse não tinha ficado… sequer deixado a máscara! Nem queria saber… tinha deixado aquilo que importava: um sorriso nos meus lábios lembranças de êxtase por todo o meu corpo e impressos na minha memória actos que deixariam qualquer burlesco corado. Mas o mais importante, descobri, depois, o quarto do hotel pago. E nada mal escolhido o hotel! Sai para a manhã já frenética da cidade em busca de um táxi, enquanto tentava proteger as mãos do frio encontrei no bolso do meu casaco um ipod. Uma das playlists tinha o meu nome, decidi andar… não recordava a totalidade da noite anterior… mas aquela playlist era a minha alma expressa em notas musicais.  Aquele corpo… lia a minha mente e conhecia a minha alma…

@ Parceria Crowe / Passodianisto

Espero que gostem!

publicado por crowe às 22:36
sinto-me: Happy!!!
música: Silêncio

Gostei bastante desta estória. Uma entrada perto do fim do desenlace, flash-back, um final original que deixa em aberto a continuação na nossa imaginação ou mesmo uma possibilidade do autor dar seguimento mais tarde... são os meus contos favoritos e o modo como também gosto de os construir... muito bom! ;) bjnhs
Vlad a 17 de Maio de 2006 às 23:34

Muito agradecida... também gostei muito de o escrever!
crowe a 20 de Maio de 2006 às 18:00

Olá Gira e Passito... muito bonito! Nunca imaginei este fim... eheheheh. Beijos aos dois.
Lobaaaaaaaaaaaaaaaaaa a 18 de Maio de 2006 às 20:05

lol Lobita... Thanks! Beijos grandes
crowe a 20 de Maio de 2006 às 18:01

Ó Deuses, ó deuses, eu não gostei apenas...ADOREI... mesmo mesmo!!! (quando gosto muito torno-me repetitiva, o que é um bom sinal!) :)

Crowe e Passinho, que bom conto, que nos colocou a imaginação a funcionar e que permite escolher o fim que lhe quisermos atribuir. A ideia de existir alguém, que não nos exige, mas que nos conhece de Corpo e Alma, convenhamos que me agradou de sobremaneira... oh oh oh se agradou.

Beijos, muitos para os dois, para a Crowe nas asas, para o Passinho no nariz...:)
igara a 19 de Maio de 2006 às 10:53

Com este comentário eu é que senti no Olimpo Igara! Palavra que agradeço as palavras simpáticas!
crowe a 20 de Maio de 2006 às 18:02

Deixo apenas um beijo doce, pois a história já conheço e sabes que gostei imenso :-)
Deixei lá no cantinho do Passo :-)

Sutra a 19 de Maio de 2006 às 19:48

Aproveito e agradeço ambos os comentários Sutra! Um beijo doce
crowe a 20 de Maio de 2006 às 18:03

Uauuuuuuuuuu :D eu gostei!!! As vossas parcerias funcionam sempre...beijos a ambos

Ps: fico contente que este blog esteja a re-nascer!!! Este é um dos blogs mais antigos que visito e que acompanhei quase desde a sua nascença (acho eu!!!)
PrincesaVirtual a 19 de Maio de 2006 às 22:38

Eu ponho-me ja em cima de um ramo((para ser solene)) e agradeço em nome dos dois... uma vez que este blog é somente meses mais velho k o versus e sempre foste leitora assidua de ambos! Uma beijoca e bem hajas
crowe a 20 de Maio de 2006 às 18:04

Essa parceria está a dar os seus frutos.
Este texto está "C'ume...c'ume...c'ume...", ou seja, magnífico.

Ósculos esvoaçantes para a minha.... querida.... amiga.... Crowe.

Inté.
Espectro #999 a 20 de Maio de 2006 às 19:14

Mas com direito a palavreado internacional e tudo... ihihihih ! Obrigada pelo gentil post ...Até sempre
crowe a 21 de Maio de 2006 às 22:33

Goste muuuito desta estória. Beijo
luar a 27 de Maio de 2006 às 16:57

Muito obrigada Luar em nome dos dois! Volta sempre
crowe a 27 de Maio de 2006 às 18:53

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