There is always more then meets the eye!

28
Set 04
Encontro-te por vezes. Encontro-te e reconheço-te como sempre o fiz, inúmeras vezes, reconheço o teu cheiro, a tua voz, e a tua lânguida dança com a vida é-me familiar desde há muito. Chamo-te por um nome que respira quietude e acalmia, que sabe a confidência temperada com companheirismo fraternal, e em cujo ameno clima me gosto de perder e encontrar. Os nossos ombros são velhos conhecidos, entendem-se, percebem-se, são irmãos. Sirvo-te de cicerone pelas ruelas esconsas e lúgubres da minha vida, nos dias em que nuvens carregadas de raiva e dor atiram selvaticamente o mar contra a barra, levo-te, ao mesmo tempo, aos mais belos e solarengos miradouros, nos dias em que o Sol se espraia preguiçosamente nas pedras da calçada e brinca às escondidas com os meninos de rua. Tenho o teu sorriso emoldurado numa galeria que visito de tempos a tempos, onde fazes companhia a mundos que em tudo são iguais e que em tudo são diferentes. Reconheço-te. E isso apraz-me.
Noutros dias, em que nos viramos do avesso, em que nos tornamos pantomimos e cantores, músicos e dançarinos, em que o aprendido e provado, tornado hábito reiterado, sucumbe ao jugo do instinto, ofuscas-me com o brilho da diferença, vestes-te de uma sensualidade felina e explodes numa imensidão de sentidos em fugazes segundos. E sinto um formigueiro ditador e ciumento, que se torna impossível de ignorar, que é avaro na libertação mas célere na escravatura. Agacho-me, brinco com uma terra que cheira a gravidez de vida, pego num gomo de pedra dura e penso em estraçalhar a moldura na qual sorris para mim, desse modo que é só teu, com um golpe certeiro. E no meio do furacão de violência e destruição deste gesto, o términos mescla-se com o nascimento, e a vontade de pintar um quadro novo só para ti, no qual me esqueço da tua cara apenas para a descobrir com os meus dedos, brota dentro de mim como uma água pura e cristalina.
Mas opto sempre por te continuar a reconhecer.

@Autor: Mr.Utopia
publicado por crowe às 10:03

Mr. Utopia, uma amizade pode ser uma alma gémea, nunca pensei tratar-se de outra coisa que não fosse uma amizade. Uma amizade intensa, especial e fraterna (como a apelidas) que pode dar origem a interpretações dispares, e que nem por isso menos bonitas. Nas palavras que deixaste impressas neste blog, e á semelhança do Passo, só consigo descortinar o sentimento que se tem por uma alma gémea, independentemente do tipo de relacionamento a que te queiras referir!igara
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(mailto:igara@sapo.pt)
Anónimo a 30 de Setembro de 2004 às 10:18

Mr Uto é sempre dificil conseguir "ver" o desejo do autor ao fazer uma obra de arte, cada um vê-a com os seus proprios olhos, nc com os do autor :-) eu vejo alma gemea ja lí e reli e na consigo ver mais nada :-) AbraçosPasso
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(mailto:Passodianisto@hotmail.com)
Anónimo a 30 de Setembro de 2004 às 08:47

Gostei... gostei muito. Fico sempre contente por encontrar textos belíssimos nos blogs... gosto de pensar que eles (blogs) não existem só para as pessoas dizerem mal e sim para exprimirem o que de melhor há em cada um... beijos e abraços Elsa
(http://delirios2004.blogs.sapo.pt)
(mailto:elsa_aguiar2001@sapo.pt)
Anónimo a 30 de Setembro de 2004 às 01:30

Meus amigos e amigos, normalmente a nossa capacidade de interpretação das coisas está sempre de mão dada com os nossos desejos e anseios. Como tal, aqui vai um aparte: este texto é um tributo a uma amizade e não uma ode a uma alma géma. :)
Vá, releiam lá isto com outros olhos...
:)
Crowe, muchas gracias por me deixares usar a tua "garagem" para estacionar algumas coisitas.Mr.Utopia
</a>
(mailto:darkish@hotmail.com)
Anónimo a 29 de Setembro de 2004 às 10:09

Mentis, senti k irias gostar deste... volta sempre e espero k os ósculos sejam para mim e não para o utopia... ;) Crowe
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(mailto:the_crowe_nest@hotmail.com)
Anónimo a 28 de Setembro de 2004 às 23:50

Tenciono sempre ser a primeira a levantar a minha taça e brindar a escritos k brotam puros, como os teus, mas... parece k não serei a primeira! De qualquer forma sabes k és aqui bem-vindo sempre, e aplaudirei com a alma e a taça erguida esteja onde estiver na fila de congratulações! BeijosCrowe
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(mailto:the_crowe_nest@hotmail.com)
Anónimo a 28 de Setembro de 2004 às 23:48

Utopia é um caso espantoso de como bem interpretar um caso de amôr. Lá estou eu a dizer bacoradas. Gostei muito deste excerto de Mr. Utopia. E como já anteriormente o fizera, aqui vão mais alguns ósculos excitantes.Mentis
(http://casual.blogs.sapo.pt)
(mailto:amiljitsu@sapo.pt)
Anónimo a 28 de Setembro de 2004 às 19:55

Mr.Utopia, gostei muito...não há nada como o encontro de duas almas gémeas, almas que se complementam e se interligam nas alegrias e nos deseperos...ou deveria dizer impossibilidades? Gostei mesmo muito de ler este teu lado....igara
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(mailto:igara@sapo.pt)
Anónimo a 28 de Setembro de 2004 às 16:45

Utopia, gostei muito do que li, beijoca.bliblibli
</a>
(mailto:bliblibli@sapo.pt)
Anónimo a 28 de Setembro de 2004 às 16:09

Ai...Vocês não escrevam estas coisas tão profundas que eu choro... sério! Bjinhos.Lobaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
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(mailto:celiasousa@msn.com)
Anónimo a 28 de Setembro de 2004 às 12:01

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