There is always more then meets the eye!

08
Jan 05
Estava escuro e havia fumo por todo o lado… Todas as pessoas dançavam à minha volta e eu movia-me sem sentir o chão, pés, corpo ou a respiração! Cada batimento era como uma onda que me agitava, não ouvia a música só sentia o ardor nos lábios! Tinha sido um roçar de lábios acidental, numa noite como tantas, entre risos e “batucadas”. Estávamos sentados de frente um para o outro, ouvindo uma piada, e no balanço de uma gargalhada os meus lábios roçaram os teus. Senti-me arder! Pousaste a tua mão no meu braço e fiquei com fogo líquido nas veias… tinha de fugir para onde não seguisses! Continuavas com os dedos nos teus lábios, sentado no banco de veludo vermelho! Não suportava olhar-te naquele momento, receando que visses o fogo nos meus lábios… os meus olhos que chamavam os teus! Fiquei horas, teimosamente na pista… sem saber se estava a dançar ou a ser empurrada pelo maciço de corpos que estava ali! Não conseguia levantar os olhos do vazio e do fumo sabia que olhavas para mim, os lábios estavam electrizados, eu estava com fogo nas veias… tinha que fugir dali sem passar por ti. O dj decidiu-o por mim quando anunciou a última música. Senti uma mão no meu ombro e soube que eras tu, já não estava a salvo! Perdi-me numa maré de fogo quando olhei para ti e sei que de alguma forma saímos dali por uma estrada qualquer… acordei de manhã e tinha frio! Tinha frio?!?!? Estava recostada num corpo quente e coberta por um edredão… não tinha frio sentia-me fria pelo que tinha acontecido! Virei-me para te ver… respiravas pesadamente! Percebi que a minha pele escaldava e tinha de fugir de ti… de mim… da necessidade de um toque teu! A manhã estava cinzenta e fria Um consolo para os meus lábios Quentes e doridos Fugi por entre os nossos corpos quentes, entrelaçados Não devia ser assim… complicado! Ia no comboio desviando-me dos olhares Ia a falar sozinha… não como uma louca! Como alguém que é chama sem combustível! Horas depois apareceste e sentaste-te comigo na cozinha olhando-me entre o vapor do café, que fiz demasiado quente! Não percebeste o meu medo, o porque de me sentir mal com a nossa maré de fogo. O não conseguir sorrir-te… Será que entendes aquilo que receio e necessito? Se eu cair pelo caminho levantas-me? Limpas-me o pó que traga agarrado a mim? Sorris-me e ajudas-me a apanhar os pedaços Que tenham ficado esquecidos no chão? Percebes o meu medo da maré de fogo que somos? Bebeste o café… e saíste! Marés de fogo agitam-me as noites… Continuas a queimar-me e eu a questionar-me Será que percebeste que não precisava de muito, só de um abraço?! @ Para a minha querida amiga Anabela porque, sabe (exactamente) o valor de um abraço e me relembra tantas vezes como dá-lo e senti-lo!
publicado por crowe às 22:14
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Adorei este espaço..., voltarei!
BjMar Revolto
(http://aromasdomar.blogspot.com)
(mailto:o_sextosentido@hotmail.com)
Anónimo a 11 de Janeiro de 2005 às 20:20

Crowe, tens andado afastada de mim últimamente ou é só impressão minha ?
Já te disse por mais de uma vez que tens um dom escondido dentro de ti [...] escreves tão maravilhosamente bem que nunca me canso de ler estes excertos até esgotar o filão. Outra coisa que gostaria que me respondesses era se tinhas estado com a [Jor], no tempo que ela cá esteve.
E já agora, sem puxar a brasa à minha sardinha [...] tenho um cavalinho tão lindo para tu veres lá no meu território.
Ósculos, semper ósculus.Espectro #999
(http://visoes.weblog.com.pt)
(mailto:amiljitsu@sapo.pt)
Anónimo a 11 de Janeiro de 2005 às 18:11

Crowe, tenho tido o prazer de trocar impressões ctg mais frequentemente, e creio mesmo poder considerar que pertenço ao "teu espaço" virtual...
Por isso não creio estar a escrever nada de novo qd digo que tu tens o dom da escrita.
És uma pessoa intensa, de caracter e personalidade forte e transportas isso para o que escreves....
Sinto-me grato por poder partilhar ctg algumas ideias que não partilho com muito mais gente.
E posso dizer sem exageros e falsas simpatias (e sabes que não sou desse género) que tenho aprendido mt ctg.
Um beijo grande
Killi
</a>
(mailto:killimanjardas@sapo.pt)
Anónimo a 10 de Janeiro de 2005 às 21:09

O texto intenso, bem escrito, sente-se o fogo nas veias e nas entrelinhas.
quanto ao abraço, é tantas vezes o melhor presente que podemos receber. Sentir o conforto de um abraço que nos acarinha, nos quer bem e nos faz sentir protegidas...
Boa semana*Eliwitch
(http://livrodemagoas.blogdrive.com)
(mailto:eliwitch@hotmail.com)
Anónimo a 10 de Janeiro de 2005 às 10:26

Lá dizia o poeta q amor é fogo q arde sem se ver :-) ... nas suas variadas formas desde o amor filial, ao q sentimos pelos nossos amigos e akele q arde na fogueira k é o k sentimos p alguem q nos toca de uma forma diferente ... um abraço sabe sempre bem dado de k forma seja :-) beijo e um grance abraço :-)Passo
</a>
(mailto:Passodianisto@hotmail.com)
Anónimo a 10 de Janeiro de 2005 às 10:19

Gosta da intensidade com que escreves,

Para viver neste mundo deveremos ser capazes de fazer três coisas:amar o que é mortal;abraçá-lo
com todas as nossas forças,sabendp que a nossa vida depende dele;e quando chegar a hora,deixá-lo partir,deixá-lo partir.

São estes também os abraços que não se dão.


DR_NOON
</a>
(mailto:DR_NOON@SAPO.PT)
Anónimo a 9 de Janeiro de 2005 às 13:38

Oi! Obg por teres ido ao meu blog. Vai lá smp k kiseres. O teu é mto interessante. Continua!
Abraxu!Blueyes7
(http://blueyes7.blogs.sapo.pt)
(mailto:ruben_dias_7@msn.com)
Anónimo a 9 de Janeiro de 2005 às 11:14

Obrigada,aprendi com uma grande mulher:Crowe. (Não escrevo o nome ou alguém se zanga)!Anabela
</a>
(mailto:anabelagomes@netcabo.pt)
Anónimo a 8 de Janeiro de 2005 às 22:21

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