There is always more then meets the eye!

30
Jun 05
Por vezes, às vezes Prometemos e juramos Pensamos e cremos… Dizemos baixinho segredando, Dizemos sussurrando ao ouvido, O que queremos! O que não queremos! Pensamos com força (com uma ingenuidade de criança) Esperando que aconteça… e que não aconteça! Por vezes, às vezes Temos receio e quase pavor que os nossos receios sejam verdades reais Que não queremos! Tapamos os ouvidos mas não os olhos Os olhos abertos fixam e vêem aquilo que existe E não cremos… porque não o queremos! Por vezes, às vezes As manchas de negro são extensas E nenhum sorriso meloso Aclara, adoça…cobre ou esquece! Por vezes, às vezes O tempo que levamos a ver é longo Mas um dia vemos… Não cremos nem queremos Mas por vezes, às vezes… Ouvimos e vemos e depois não há tempo que o leve… E…ai… lamento… infelizmente… Não esquecemos! ptgeese.jpg
publicado por crowe às 23:24
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O medo rugia-me no peito Rasgando-o! Não ouvia! Queria acreditar que era a mente que me enganava Que me pregava partidas maliciosas! Não conseguia deixar nas gavetas da memoria O Instantâneo que te tinha tirado. Tropecei… tapei os ouvidos tentando não ouvir Os pensamentos que me assolavam! Cerrei os dentes. Fiz caretas O dia estava claro… a luz feria-me! O medo rugia A incerteza insinuava-se Os avisos que ouvia eram Frutos da árvore que alimentara Tanto…tanto… tempo! O instantâneo estava ali Presente na minha mente Não era o primeiro que te tirei! Era o que tinha acabado de fotografar Neste não estavas sozinho Tinhas companhia! O medo não rugia mais A incerteza magoava O peito gemia, Em prantos Ais! @publicado: em HTTP://poiesis.blogs.sapo.pt
publicado por crowe às 23:00
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28
Jun 05
O espaço cresceu entre nós Deixaste, porquê? E eu não vi, porquê? O espaço diminuía quando te imaginava a ti… Agora cresce como vale entre duas montanhas e estamos aqui! Porquê? Se sou… sinto…quero… ser O que só conheço contigo! Porquê? A atitude caprichosa…desmedida… desconexa De sofrer em companhia da solidão Ser saudosa de quem está aqui comigo?!?! Porquê? Perdoa-me gostar de ti e não conseguir tocar-te! Ter-te aqui perto e sem quês, porquês não conseguir sentir-te… Fazer-te sentir-me! Porquê? Quero ficar sem fôlego e ser o que só consigo contigo! (Sem psicanálise please... nem tudo o que se escreve é autobiográfico)
publicado por crowe às 19:08
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27
Jun 05
Inspiraste Entrei com o ar e alojei-me em ti Num lugar sem portas ou janelas Um lugar secreto… Repleto de segredos Que deslindei… um a um… Expiraste Sai com um sopro de ar. Ficou a ideia minha Pedacinho do que sou como um segredinho Segredado em segredo e guardado Numa mente sem portas ou janelas. Ampola, de veneno, frágil que viaja no teu corpo. Explosivo que te apodera o cérebro Se pensares em mim… bumm… Ele explode! Fico eu…com os segredos teus A pairar na minha consciência Sem contar, sem prender Aguardando o momento em que os teus segredos queiram Ser parte de mim…
publicado por crowe às 18:19
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22
Jun 05
Hoje pairou uma questão no ar... De todas as formas existentes qual a tua preferida? Respondi sem pensar Sem pestanejar Num só sopro de ar saiu: Prefiro todas as formas que sejam circulares! Depois pensei: porquê círculos? Círculos representam ciclos, Voltas completas que nos conduzem ao inicio! Formas circulares porque a linha do sorriso é meio circulo duas linhas de um sorriso são duas bocas a beijar olhos: circulares! Planetas, estrelas: formas circulares! Matéria gasosa ou sólida que se une num circulo A sua formação é um ciclo que culmina na tal forma: circular. A barriga de uma grávida: circular! A nossa forma inicial: um óvulo! Adivinhem qual a sua forma?! Circular! De todas as forma existentes qual a tua preferida? A forma circular!
publicado por crowe às 23:51
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21
Jun 05
Em virtude dos últimos acontecimentos ... deixo-vos aqui algo para pensar e quiça deixarem a vossa opinião pessoal ou cuidadosamente estudada! Salve, meus irmãos africanos e lusitanos, do outro lado do oceano "O Atlântico é pequeno pra nos separar, porque o sangue é mais forte que a água do mar" Racismo, preconceito e discriminação em geral; É uma burrice coletiva sem explicação Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união Mas demonstra claramente Infelizmente Preconceitos mil De naturezas diferentes Mostrando que essa gente Essa gente do Brasil é muito burra E não enxerga um palmo à sua frente Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente Eliminando da mente todo o preconceito E não agindo com a burrice estampada no peito A "elite" que devia dar um bom exemplo É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento Num complexo de superioridade infantil Ou justificando um sistema de relação servil E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação Não tem a união e não vê a solução da questão Que por incrível que pareça está em nossas mãos Só precisamos de uma reformulação geral Uma espécie de lavagem cerebral Racismo é burrice Não seja um imbecil Não seja um ignorante Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante O quê que importa se ele é nordestino e você não? O quê que importa se ele é preto e você é branco Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços Se você discorda, então olhe para trás Olhe a nossa história Os nossos ancestrais O Brasil colonial não era igual a Portugal A raiz do meu país era multirracial Tinha índio, branco, amarelo, preto Nascemos da mistura, então por que o preconceito? Barrigas cresceram O tempo passou Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor Uns com a pele clara, outros mais escura Mas todos viemos da mesma mistura Então presta atenção nessa sua babaquice Pois como eu já disse racismo é burrice Dê a ignorância um ponto final: Faça uma lavagem cerebral Racismo é burrice Negro e nordestino constróem seu chão Trabalhador da construção civil conhecido como peão No Brasil, o mesmo negro que constrói o seu apartamento ou o que lava o chão de uma delegacia É revistado e humilhado por um guarda nojento Que ainda recebe o salário e o pão de cada dia graças ao negro, ao nordestino e a todos nós Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói O preconceito é uma coisa sem sentido Tire a burrice do peito e me dê ouvidos Me responda se você discriminaria O Juiz Lalau ou o PC Farias Não, você não faria isso não Você aprendeu que preto é ladrão Muitos negros roubam, mas muitos são roubados E cuidado com esse branco aí parado do seu lado Porque se ele passa fome Sabe como é: Ele rouba e mata um homem Seja você ou seja o Pelé Você e o Pelé morreriam igual Então que morra o preconceito e viva a união racial Quero ver essa música você aprender e fazer A lavagem cerebral Racismo é burrice O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista É o que pensa que o racismo não existe O pior cego é o que não quer ver E o racismo está dentro de você Porque o racista na verdade é um tremendo babaca Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca E desde sempre não pára pra pensar Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar E de pai pra filho o racismo passa Em forma de piadas que teriam bem mais graça Se não fossem o retrato da nossa ignorância Transmitindo a discriminação desde a infância E o que as crianças aprendem brincando É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando Nenhum tipo de racismo - eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica Ninguém explica Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural Todo mundo que é racista não sabe a razão Então eu digo meu irmão Seja do povão ou da "elite" Não participe Pois como eu já disse racismo é burrice Como eu já disse racismo é burrice Racismo é burrice E se você é mais um burro, não me leve a mal É hora de fazer uma lavagem cerebral Mas isso é compromisso seu Eu nem vou me meter Quem vai lavar a sua mente não sou eu É você.
publicado por crowe às 21:02
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20
Jun 05

Num deserto inóspito e deserto

A martelo cravei as estacas em terra erma e infértil

Como o ventre de uma mulher que não gera

O deserto não gera vida!

Mas…eu… acampei no deserto!

Cravei as estacas na terra inóspita

Montei com aprumo a tenda e acampei.

Acampei e fiquei

A mercê dos ventos

…dos lamentos…

Da terra deserta do deserto

Que não gera vida…

Só gera tristeza…em forma de vento…
publicado por crowe às 19:03
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07
Jun 05
Dei uma baforada no cigarro e senti um pigarrear atrás de mim! Olhei de soslaio e vi uma loira que me olhava de forma pouco amistosa! Dei uma baforada sôfrega em resposta e expirei o fumo languidamente! Ri interiormente, se ela imaginasse o mau feitio com que estava…fugia de certo! O café chegou e eu olhava para o bloco em branco à minha frente! Há dias que não conseguia juntar duas palavras com sentido! Nada que pudesse formar uma frase com sentido. O prazo estava a acabar e eu só me lembrava que tinha atirado o telemóvel ao mar há 3 noites atrás! Estúpida… tinha-me livrado do número dele e de todos os outros… até o do meu editor! Anotei no papel, enquanto agradecia ao empregado, sem levantar a cabeça: nunca atirar o telemóvel ao mar! Atirar-me a mim nunca ao telemóvel, portátil ou pda. A loira tocou-me no ombro! Olhei para cima: - Sim?! - Olhei-a com a cara do meu mau – humor. Ela encolheu-se e compôs o decote. Imitei-a (Também tinha com que encher o decote, ora essa). Ela pareceu ficar furiosa e lembrei-me de onde a conhecia. -O fumo do seu tabaco está a incomodar – me! - E pôs a mão na anca, sorrindo. Apontei-lhe o símbolo que indicava local de fumadores: - Pode dirigir-se para a zona de não – fumadores. - E sorri acendendo outro cigarro. Ela foi sentar-se. Começando a papaguear ao telemóvel, fazendo queixinhas de mim a alguém. -Another one bites the dust! – Digo entredentes. Eu cá acho que é um comentário idiota para se fazer numa situação destas enquanto se espera que o café adquira uma temperatura aceitável. Também acho estranho que alguém se acaricie sentada numa cadeira enquanto beberica um chá num café lotado e se queixa do fumo dos cigarros dos outros e papagueia ao telefone! Devia ficar contente com o nosso fumo, assim ficava na neblina e podia acariciar-se mais a vontade! Mas que ideia a minha ter ideias quando a minha inspiração está tal como o meu bloco: em branco! Depois de terminar o café lá me fui embora, decidida a tentar escrever qualquer coisa nem que fosse uma tese de batata frita! Ideias em dias de calor?! Ai que difícil tê-las e impossível transcrevê-las!
publicado por crowe às 20:44
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02
Jun 05
@ Um "desabafo de alma" de/por uma/uma leitor/leitora do blog :Tweety33!
Apreciem!


"Porquê?!" foi a pergunta que ela mais vezes ouviu ao longo de 20 anos.
Ouviu porque a fez a si própria. Ouviu porque lha faziam. Constantemente.
Primeiro, os amigos (um? dois? vários?!) a quem ela abriu um pouco - quase
nada, sempre a medo - a sua vida. Depois, à família dela e dele. Ou terá
começado por desabafar (a alma pedia ajuda!!) com a dele e só mais tarde com
a sua?!?! Já não se lembra... Nem interessa. Horas, dias, momentos tudo isso
ficou para trás. Não importam mais.
Porquê?!
Porque o amava.
Porquê?
Por vergonha.
Porquê?
Por medo.
Fases distintas de uma vida que gritava por liberdade. Mas os gritos dele soavam
mais alto. As mãos também. E deixavam marcas profundas. Os gritos. As mãos.
Porquê?
Porque ela o provocava - dizia ele. Dizia mas certamente não sentia. Só que
era mais fácil acusar. Culpa. Maldito sentimento que não nos deixa olhar a
vida de frente.
Não, não era culpa o que ele sentia. Era cobardia. Por isso acusava. Por isso
não se enfrentava a si próprio. -"Espelho, espelho meu... haverá alguém
mais culpado do que eu?!?!"
E se o "espelho" tivesse o dom de ver? Se pusesse a nu a sua alma? Pois,
assim sendo, melhor seria não perguntar nada. Não mexer na ferida. Nem na da
alma (sua e dela), nem nas feridas dela. Deixar que o tempo curasse e apagasse.
Sim, porque lá diz o ditado "que o tempo tudo cura". Havia de curar também
mais esta vez, e outra, e outra, e outra...
Porquê?
Porque já não aguentava mais. Desta vez, o corpo não tinha marcas, é
verdade. Mas ele enganara-se e enganara-a. O tempo só tinha cumprido a sua
função em parte. Só apagara as dores físicas. Não curara a alma dela. Não
lhe apagara (graças a Deus!!) a vontade de viver. E como ela desejava a vida.
Sentir paz e calma e tranquilidade... Nada disso ele lhe tinha dado. Pior,
tinha-a (quase) feito esquecer que era possível viver-se sem dor, sem medo,
sem raiva.
Quase... quase...
Porquê?
Porque ele não podia continuar a ganhar. A vida não é só perdas e ganhos.
Não pode ser. É partilha. É troca. É acreditar. Ele não acreditava. Ela
sim.
Porquê?
Porque a vida estava ali. Dentro dela.

@Autor: Tweety33
publicado por crowe às 17:42

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