There is always more then meets the eye!

30
Mai 05
Ahhhhhhhhh tédio! Tédio… tristeza de ideias a s minhas! Presa no trânsito, sem cd’s e estações de rádio mais irritadas que os condutores impacientes da 2ª circular! Não gasto bateria a ouvir esta *@#$%&*** de música mais raivosa que eu! Guitarras a ranger…GRRRRRRRRRR… E para que fui eu dar boleia a este imprestável e lastimoso exemplar de rato de ginásio??? Olho para o lado e só penso onde estaria eu com a cabeça quando acedi a dar boleia ao raio de gajo que vai sentadinho ao meu lado! O maldito professor de body combate com aquela tez perfeitamente plástica e o bronze de solário…. GRRRRRRR que ódio! E porque estamos nós quase parados se o acidente está sentido contrário?!?!?! Ai céus não somos todos agentes de seguros nem mecânicos por certo e eu quero sair daqui depressa e levar este parvo com diarreia verbal ao seu destino depressa! Será que ainda não entendeu que estou quase a ficar surda de tão alto o som da rádio para não o ouvir? GRRRRRRRR… O dia começou mal…porque a madrugada decorreu insone e quando o maldito despertador tocou eu tinha adormecido há uns 15 minutos. Acordei com um humor horrível e instintos dignos de Stephen King que exorcizei mentalmente no emprego graças à minha imaginação à lá Ally MacBeal… alias a minha manhã era digna de um episódio da série! Se as minhas coleguinhas soubessem o que ia passando pela cabeça enquanto sorria cinicamente ás baboseiras delas… Ahahahahahahahahahaha! A hora de almoço foi pior. Encontrei o maldito arquitecto e não resisti… Raios, raios, raios! Tinha prometido que não voltava a deixar-me envolver…mas… não resisto ao toque … nem à sensação de orgulho quando percebo a facilidade com que o seduzo! Se fosse final de ano já sabia qual a resolução a tomar: Ficar longe do arquitecto! Nunca mais me aproximo fisicamente dele… ou qualquer coisa me caia na cabeça! Imaginei um martelo tão grande a cair-me em cima que… ai! A dor foi física e senti-me mirradinha tipo acordeão. A fila começou a andar e quando tive de travar por causa do anormal que ia a minha frente e que insistia em fotografar o acidente apitei com tal violência que o vi pular no banco de susto! Exorcizei uns 30 milhões de demónios de mau humor com aquele pulo! E com a enormidade que era o gajo bronzeado e com barbinha à Abrunhosa ao meu lado o parvinho do pulo lá andou e nem se atreveu a reclamar! Só por isso fiquei feliz de ter dado boleia ao imberbe… e lá dei tréguas aos botões que juro pareceram suspirar de alívio quando deixei de os pressionar. Deixei o gorjeço no seu destino e lembrei-me que tinha de voltar a casa do arquitecto, que por acaso tinha sido meu namorado de anos, tinha lá deixado o telemóvel e a gravata… Parva parece que fizeste de propósito! Será que foi? Eu nunca me esqueço de nada! Bati na testa com violência suficiente para me deixar marca. É que de mau humor, rabugenta de sono e ainda por cima violenta estou irascível. Tenho de dar crédito ao coitado do professor que me acompanhou nesta travessia de terror psicológico! Devo estar mais calmita porque tinha a entrada da garagem bloqueada por um carro e não stressei. Entrei no prédio e lá me aventurei a ir a casa do arquitecto ex-namorado e actual vizinho (ele há coincidências…!!!). Ele sorriu todo contente e estendeu-me uma chávena de capuccino… Adoro capucino chiça! E estava precisar dele… Do capuccino ou do arquitecto ex-namorado?! A verdade é que aceitei o sorriso, o capuccino e o abaraço… e mais uma vez senti o tal martelo a cair-me em cima e a reduzir-me a um pequena insignificância… mas… sentia-me insignificante quando não estava com ele. Aceitei o capuccino… E tão bem que me sabe o capuccino! ;) @Obrigado à minha amiga Ana que me ajudou a dar um fim menos mal humorado e um título diferente do previsto! Há amigos assim... que nos mudam os humores :)
publicado por crowe às 19:12
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25
Mai 05
Casa- vem fazer de conta DA WEASEL cab_banda.jpg Era tudo quando ela me dizia, “Benvindo a casa”, numa voz bem calma Acabado de entrar, pensava como reconfortava a alma nunca tão poucas palavras tiveram tanto significado e de repente era assim, do nada, um ser iluminado - e tudo fazia sentido, respirar fazia sentido, andar fazia sentido, todo o pequeno pormenor em pensamento perdido era isto que realmente importava, não qualquer outro tipo de gratificação Não o quanto se ganha, não o bem que dizem de nós não um novo carro, não uma boa poupança, nem sequer a família, ou a tal aliança - nada… Apenas duas palavras, um artigo, formavam a resposta universal A minha pedra filosofal Seguia para dentro do nosso pequeno universo Um pouco disperso - pronto a ser submerso Naquele mar de temperatura amena que a minha pequena abria para mim sempre tranquila e serena, ena… Tento ter a força para levar o que é meu Sei que às vezes vai também um pouco de nós Devo concordar que às vezes falta-nos a razão Mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós Vem fazer de conta eu acredito em ti Estar contigo é estar com o que julgas melhor Nunca vamos ter o amor a rir para nós Quando queremos nós ter um sorriso maior Tento ter a força para levar o que é meu Sei que às vezes vai também um pouco de nós Devo concordar que às vezes falta-nos a razão Mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós Vem fazer de conta eu acredito em ti Estar contigo é estar com o que julgas melhor Nunca vamos ter o amor a rir para nós Quando queremos nós ter um sorriso maior Bem-vindo a casa dizia quando saia de dentro dela O bonito paradoxo inventado por uma dama bela Em dias que o tempo parou, gravou dançou, não tou capaz de ir atrás, mas vou porque sou trapalhão, perdi a chave e já nem sei bem o caminho nestes dias difusos em que ando sozinho e definho à procura de uma casa nova do caixão até a cova o percurso é duro em toda a linha, sempre à prova o calor é um alimento que eu preciso o amor é apenas um constante aviso se sabes que eu não vivo dessa forma tu sabes que eu não sinto dessa forma Por isso escrevo na esperança que ela ouça o meu pedido de desculpas de Socorro de abrigo não consigo ver uma razão para continuar a viver sem a felicidade do meu lar da minha casa, doce casa, já ouviram falar? É o refúgio de uma mulher que deus ousou criar Com o simples e unico propósito de me abrigar Não vejo a hora de voltar lá para dentro, faz frio cá for a Faz tanto frio cá fora que eu já não vejo a hora…
publicado por crowe às 21:09
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24
Mai 05

anjos.bmp O Amor é um estranho Que nos abraça quando passa! Ficamos com a visão nublada A face enrubescida O sorriso plantado nos lábios! Estranho! Gostamos da chuva e do frio porque sentimos calor Estranho! O abraço do sentimento faz mover as máquinas da nossa imaginação Propulsionam-nos para a frente! Inventamos asas de metal Tentamos voar Para chegar onde o amor nos queira levar! Quando caímos no chão… alguém nos levanta! Não é o amor paixão… é a amizade com asas tecidas de seda… Estranho, Inventamos asas para voar Porque queremos amar… Mas a amizade tem asas tecidas que nos levantam Num sopro de vento... calando lamentos E essas ninguém inventa… Estranho! Tão suaves e frágeis… levantam-nos no ar… Quando o amor não mais se deixa abraçar! Estranho! Sentir... estranho!

publicado por crowe às 19:18
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23
Mai 05
Se hoje subisse aos céus Subisse,de verdade, O meu olhar tocava o teu A minha mão enlaçava a tua... anjo.bmp Jamais desvaneceria! Para sempre a minha alma se sentiria quente e enlaçada na tua...
publicado por crowe às 19:27
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11
Mai 05

@Hoje alguém me pediu que escrevesse sobre alguém que ambas conhecemos... aqui fica o agradecimento pela ajuda prestada amiga(o trabalho só dá trabalho!!!!)... não é a definição que me pediste mas... é o que vejo dela!

Dir-te-ei em pedaços pequeninos

Para que oiças a minha voz

 Adocicada e aquecida para ti!

 Na minha cabeça existe

Só este pedaço de realidade

 Real para mim… imperceptível para ti!

 Olhos de vidro… Lagos impenetráveis

 Profundos e amáveis!

Queria mostrar-te o mundo com os teus olhos!

 Abraçar-te com a tua força!

Num abraço, podes ser só tu

 Pequenina como és (grande como não conheço ninguém) e…eu…posso ser só eu!

 Nem sempre as paredes de gelo podem ser intransponíveis

 Um leve sopro pode roubar-te a frieza e instalar-te um sorriso

 Sorri hoje e ouve-me com atenção!

 Prometo que não digo a ninguém que apanhei por ti os socos que a vida te guardou para este dia…

 ergui os punhos e lutei por ti!

 Prometo que não conto a ninguém,

Que baixaste a guarda e sorriste abertamente!

 Nem sempre a tua força aguenta… Sossega… descansa…

Hoje estou aqui a ser forte por ti

Acalma-te e sorri com olhos de vidro…

Espelha-nos em ti…com magia intransponível, Intrigante, inigualável…

intimidante na maneira de ser

Com sorrisos tão meigos e promessas tão doces sem saberes!

Embala-te num abraço porque eu estou

 Embrenhada em aplacar-te o cansaço que não acusas

 A dor que não revelas…

 primeiras82803.jpg

publicado por crowe às 23:38
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10
Mai 05
As cores dos teus olhos Instantâneos da tua alma Guardo no fundo das memorias que revejo enquanto durmo Por detrás de um sorriso Um aviso! Quando olhas Um pedido… Quanto te recordo ... Revejo com carinho os instantâneos Da tua alma tão colorida Como o teu sorriso de amigo! Guardo-te num porta retratos simples almas como as tuas brilham e enchem de cor as irís dos nossos olhos Os nossos dias e noites... sonhos e pensamentos!
publicado por crowe às 23:24
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08
Mai 05
Cântico IV
Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.

@Cecília Meireles, poetisa brasileira!
publicado por crowe às 20:26

Snowflake.tif
As pale light
Touching my eyes
As a soft caress
In my warm lips!
publicado por crowe às 19:22

05
Mai 05
Apesar da noite escura, via-te nitidamente. Perdido no areal da praia. Estatelado na areia como se estivesses em casa protegido do frio. Não entendia o olhar, sequer entendia o sorriso imbecilmente feliz que tinhas no rosto. Mas ele estava lá para quem o quisesse ver! O Verão aproximava-se e tu estavas prontinho para mais uma temporada de praia… feliz e contente com os silicones que ai vinham! Não sei se era a brisa do mar ou os longos meses em que não vislumbrei o teu sorriso... sei, que nesse momento o achava irresistível e se tinha clonado nos meus lábios! Caminhei pela berma da água, segurando a barra do meu vestido, ouvindo a tua conversa contigo mesmo... parecias um tonto alegre com algo que não percebi. Não fui ter contigo apesar da vontade! Sentia saudades das nossas conversas longas e genuínas... brutalmente frontais e sinceras! Mas deixei-te ai com a alegria contagiante e a tua conversa desconexa! ... Perdida olho o mar lá em baixo… Abraço os joelhos e sorrio aos vizinhos que passam debaixo da minha janela. Agarro no livro de onde não vou ler uma só palavra esta tarde. Não percebo o mundo… o vazio à minha volta! Mas sinto saudades tuas... e quase estico o braço para pegar no telefone para te ligar! Apetecia-me dizer-te olá! Com a voz rouca de quem cantou toda a noite e caminhou à beira mar a largas horas da madrugada. Agarro o livro novamente, para novamente perceber que não irei ler nada! Hoje a cabeça está cheia e o mar azul e lindo... a contrastar com o verde da Arrábida... apetecia-me saber voar mas... nem sei nadar! ... O livro descansa no meu colo. Que descansa no meu corpo afundado numa rede grande... os meus pensamentos estão encalhados em ti! Se esta noite te vir... dar-me-ei aquilo de que necessito para finalmente desencalhar estes pensamentos! ... Nessa noite não te vi... na madrugada quente e insone sentei-me à varanda e lá estavas tu! Numa das tuas festas de praia, com fogueiras proibidas e muita gente contente e alcoolizada! Corri a vestir o meu vestido e correr até ti! Parei defronte à fogueira e reconheceste-me! Conversámos as conversas de que tantas saudades tinha. Clonámos sorrisos um no outro e dançámos como pagãos em volta da fogueira. O sol estava nascer... a minha deixa... -Mas o fogo ainda está forte ! - dizias tu. -Partimos quando o fogo se apagar. –Clonaste o teu sorriso em mim e fiquei. O sol nascia do mar e o fogo esmorecia. Precisava desencalhar! Segurei-te no rosto e beijei-te! Nunca o beijo tinha superado o seu prelúdio... precisava dele para terminar a fantasia. Quando parámos de nos beijar tu sorrias e eu corava. O fim que antecipava parecia-me o início de novo tormento. Abraçaste-me e começaste a caminhar comigo pela praia. ... Naquela tarde comecei a aprender a nadar. Entre prelúdios de novas coisas fui aprendendo a voar com um sorriso clonado no rosto e concretizações de beijos!
publicado por crowe às 22:56
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És a chama invisível Que queima num abraço Ardes sem combustível Verão no meu Inverno Nuvem no meu céu Nota na minha pauta Música no meu ouvido Lição que aprendo Trabalho que faço Tarefa que realizo Sonho que vivo Castelo que defendo Cruzada de fé que tenho Não interessa onde ou quando Porquê ou quê Interessa que os meus choros são risos Os meus dias são quentes e as minhas noites dias Quando neva sinto calor! Não interessa o fim... Posso ser quem sonho...idealizo...quero...almejo! (Quando estou contigo...) Não interessa a dureza do caminho... Porque o traço e escolhi-o!
publicado por crowe às 22:03
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