There is always more then meets the eye!

28
Fev 05
raven.jpg Por vezes, até a negritude tem matizes de cinzento Por vezes, olhar uma vez não mostra a beleza (escondida) de alguém! Por vezes, os anjos não são pessoas com asas brancas São amigos de asas negras que nos emprestam o sorriso quando o nosso não existe que nos dão as suas asas... levantam voo connosco e nos ensinam a voar! Por vezes, Os anjos negros têm corações brancos ...e... por vezes... não muitas...nem poucas... só por vezes os nossos anjos mesmo negros...transformam-se em olhos que nos vêm em lágrimas que choramos segredos que partilhamos ...porque por vezes... lembramo-nos que o preto é a ausência de cor o branco é o excesso dela... ninguém consegue voar quando sente dor mas todos rimos em excesso de cor! Olá anjo... anjo sem cor! Olá amigo...presente em todos os voos Anjo negro que me emprestas asas comigo levantas voo sempre que sinto dor! raven3.gif
publicado por crowe às 20:45
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Somos, Uma partícula que se juntou a outras tornou-se parte de um átomo. Átomos que se juntaram e formaram uma célula... Somos, um aglomerado de células que formaram um corpo o invólcro que nos guarda a alma... Fisicamente não somos mais nada Se não partículas que se atraem e formam Um recipiente da alma!
publicado por crowe às 20:26
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19
Fev 05
Bum-bum Um lírio que floriu Bum-bum Um gota caiu No teu rosto adormecido Bum-bum eu repouso a minha mão no teu peito O meu coração bate ao ritmo do teu Bum-bum O mundo fervilha num bulício de sons e movimentos Do outro lado da cortina de água que cai lá fora Bum-bum Outro lírio que acaba de florir Um suspiro e um restolhar de lençóis Bum-bum Os meus olhos que teimam em fechar Bum-bum O teu calor debaixo dos lençóis Dois corpos adormecidos Um olhar embevecido Um abraço terno Um sorriso secreto Do outro lado da parede de água que cai Do frio lá for a do rebuliço do mundo de gentes! Bum-bum Shiuuuuuuuu!
publicado por crowe às 19:05
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16
Fev 05
Bem vindo à minha verdade! Aquilo que sou! Ao que vivo Sê bem vindo, Fica o tempo que quiseres Passa a limpo as minhas memórias enevoadas Deita fora as minhas dores e mágoas! Limpa-me as gavetas da memória dos pedaços Pedacinhos Pedações De sonhos perdidos Promessas quebradas Amores esquecidos! Varre para debaixo do tapete Os pedaços de mim que estão quebrados Esta noite daremos uma festa Tu, eu e a verdade Aquilo que sou! Um sorriso vazio Um olhar perdido na bruma Esquecido no mundo! Pendura na parede da memória Os “kodak’s” dos momentos bons! A vida continua… Sê bem vindo à minha verdade! Sê bem vindo ao meu labirinto… Sente-te à vontade Para rir, chorar e até criticar Verdades são melhores que mentiras (Visíveis ou invisíveis) Sê bem vindo!
publicado por crowe às 20:03
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12
Fev 05

A manhã era solarenga e entre uma baforada e outra de cigarro observava a forma introspectiva como lias o jornal. Decidi que ia dizer-te! Não tinha nada a perder. Dir-to-ia antes que começassem a chegar os amigos para o pequeno – almoço!

- Sonhei connosco no passado! - Disseste tu entre a baforada de um cigarro.

Eu sorri e aquiesci, como se não ligasse nenhuma. Fingi continuar a ler o jornal e sei que exasperaste. A única coisa que ainda nos mantinha presos um ao outro era a forma como conseguia que exasperasses, como um olhar meu te atingia e afectava. Eu sabia disso tal como tu! Nenhum o admitia. Eu assistia pacientemente às tuas conquistas e tu ias moendo a paciência das minhas.

A única evidência de que me tinhas ouvido foi o sorriso e aquela expressão no olhar. De seguida voltaste a esconder-te no jornal. Queria ver-te o rosto! Que mania de me ignorar. Deixei de massajar-te os pés que tinhas colocado cerimoniosamente no meu colo quando chegaste à varanda.

 Puxaste-me o dedo do pé!

-Ai! Aí o meu canário, fizeste isso porquê?- e lá levantei os olhos do jornal massajando o dedo. Já sorrias de contente, como se fosses um menino traquina. Apeteceu-me tocar-te o rosto e beijar-te só pela expressão que tinhas no rosto. Puxei-te a madeixa de cabelo teimoso.- Doeu! Gostas que te puxe o cabelo? - Começaste a rir como se fosse o que querias.

Sabia que te tinha provocado alguma emoção que em nada se relacionava com o pé. Ia começar a contar-te a reminiscência. Nunca entendi se não percebias que era sempre o mesmo discurso ou se fingias não perceber. De qualquer maneira comecei e decidi que esta seria a última vez. Seria directo!

 E lá começaste a papaguear o sonho. Já sabia o que tinha sido: tinhas sonhado com a primeira vez que nos tínhamos visto no meio da enorme gaiola de canários que tinhas em casa. Não gostava de to ouvir dizer. Descrevias tudo de uma forma de tal forma apaixonada que me sentia naquele tempo e só me apetecia enroscar no teu colo como se fosse uma gatinha querendo mimo. Deixar de combater este sentimento e tombar perdidamente por ti!

-…”Ligar-te a meio da noite! Ficar abraçado a ti até amanhecer! Acordar com o teu cheiro no meu quarto!” –corei. Estava tão absorta nos meus pensamentos que nem me apercebi de que falavas de forma séria.

Ela percebeu. Percebeu, mesmo! Senti-me um miúdo pequeno, feliz, contente… parecia que voava. Conhecia-a e sabia que este modo de reagir só queria dizer uma coisa: Eu tinha acertado exactamente onde queria! Esperei uma resposta. Já estava farto de vê-la com outros homens e de a ver todos os dias sendo um doce para as minhas namoradas e a melhor amiga que tinha.

- O quê? Hã? – e retirei os meus pés do colo dele. Ele olhava para mim entre o amuado e o divertido.

HUM?Mas que resposta era esta? Fugir de novo?

- Vou fazer café que já vi que tens ai companhia! - ele esboçou uma intenção de falar.

Fiquei estupefacto, nem sabia o que dizer-lhe! Mais do que dissera, o quê? Raios até os meus canários gostavam dela!

Levantei-me e tapei-lhe a boca com a minha: - Shiuuuuuu! Acordas a menina lá em cima!

Soube imediatamente que tinha cometido um erro. Não existia pedaço de mim que não estivesse electrizado! - Vá, vai lá acordá-la! Eu faço o café! E desamarra o burro, sei que sonhaste connosco no passado mas eu já nos vi no futuro! – e pisquei-lhe o olho! E o futuro era breve… pelo menos comigo.

- Deve ser por isso que há anos não vestes uma camisa branca!- e levantou-se zangado. - E não trouxe ninguém para casa ontem à noite. Não me esqueci que é Domingo! Vou tomar banho!

Eu li-lhe a verdade nos olhos. Medo! Mas como podia eu mostrar-lhe que o sonho do passado pode ser a promessa do futuro?! Que aprenderíamos ambos a viver uma relação?! Porque tinha eu de começar com a tal da conversa do: adoro mulheres!? A verdade é que me senti conquistado quando ela me respondeu e agi como alguém prestes a perder a liberdade: Como um tonto! E ao longo dos anos continuava a conquistar-me! Sei que não lhe sou indiferente mas ela sabe que é a única que me tira do sério, que me faz tremer até ao âmago! Podia ser que quando chegasse o pessoal… Quando chegasse nada… até lá ela já se tinha recomposto! Decidi voltar à carga. Não conseguia partilhar a casa com ela… assim… apaixonado como um tonto! Sai do duche e nem me dei ao trabalho de me enrolar numa toalha! Desci as escadas a correr com uma camisa branca na mão.

Ele lia-me com mais facilidade que fazia o projecto de uma casa. Era verdade que nunca mais tinha conseguido vestir uma camisa branca, durante meses só usava as dele e quando partilhámos intimidade pela única vez, deixei de as usar. Podia ser amiga dele toda a vida mas sabia que como amante duraria pouco. Mesmo que quisesse, não conseguia proteger-me dele e das coisas que despertava em mim. Perdia a minha identidade… a minha liberdade! Não conseguia entender os ideais de enamoramento e lamechice! Podia estar errada mas…presa era como os canários dele. Ave sem brilho na pena e voo baixo! Lindos cantares em tardes de sol e noites de luar…Mas não era pássaro que voasse alto, cantasse a plenos pulmões!

Ela estava na gaiola no meio dos canários. Como da primeira vez que a vi. Rodeei-a pela cintura e beijei-lhe o pescoço estendendo-lhe a camisa branca.

- Sei que viste o teu futuro mas não viste o nosso! Quem sonha com o nosso passado sou eu, deixa que te mostre como quero que seja o nosso futuro!

E eu deixei!
publicado por crowe às 21:17
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10
Fev 05
Os bons morrem sempre no fim! Mas, não no fim da sua história, e só no fim da sua existência porque alguém assim o decide. (Já consegui que o vosso cérebro desse um nó?) Agora é moda. Fashion! Bem! E pode até ser considerado artístico matar o bom no fim da história ou/e do filme. Relembrem comigo(e só vou falar de filmitos comerciais): TITANIC( O rapaz morre e ela muda de vida), AS PALAVRAS QUE NUNCA TE DIREI( morre no fim) e por ai vamos... Até porque, aliada a esta "mania" de os matar têm ainda a fantástica ideia de tornar os "maus", os vilões, assim...menos maus(Colateral, todas as versões feitas do Liasons Dangereux, fossem elas britanicas ou americanas). Um misto de maldade com sentido ou maldade menos malevola... quase que lhes perdoamos os disparates por causa do passado! Eu sei(sim sei!), que supostamente a arte imita a vida mas, é realmente necessário imita-la desta forma? Não podiam só os maus serem pessoas normais?(Parecem super-humanos: correm mais depressa, são mais inteligentes, ardilosos, têm mais recursos, sangram menos,...) Ai pelo menos nos filmes não nos distorçam mais a vida!!!

Estou tão azul, hoje Que fazia um céu. Sorri, sorrisos azuis e sem brilho de estrelas. Quis sem querer Desejar o indesejavel um céu nocturno com brilho de estrelas muitas...muitas... tantas estrelas.
publicado por crowe às 09:52
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08
Fev 05
Se o mundo se movesse à velocidade do pensamento Sempre que o vento mudasse ver-me-ias claramente! Por vezes, A poeira atrapalha! A luz e as sombras distraem-me… Distraem-te! Os meus pensamentos voam sem rumo Caem. Caem no esquecimento… Como eu! Se o mundo se movesse à velocidade do meu pensamento, À velocidade do meu desejo, Ver-me-ias todos os dias E os pensamentos não cairiam. Se nos movêssemos à velocidade do meu pensamento Existiriam sentimentos com asas Palavras e imagens nunca esquecidas Como fotografias instantâneas Músicas instrumentais Sem palavras Ideias pensadas Sentimentos sentidos Bocas fechadas Se o mundo se movesse à velocidade do pensamento Não estaríamos a ler-me em versos Estaríamos a receber pensamentos com asas!
publicado por crowe às 20:00
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