There is always more then meets the eye!

30
Set 04
Esta noite vou vestir-me de preto Vou largar o azul Que me identifica. De preto vou mergulhar na cidade que me abriga E que me alenta. Vou perder-me nas ruas do Chiado Quando a noite chegar vou dançar ao som dos Toc-Toc dos passos dos outros na calçada da minha companheira cidade(Lisboa). Sem a minha cor Azul Vou vaguear Pelas ruelas,pelas muralhas Pelas torres e pelas fontes Da minha amiga e companheira (Lisboa Cidade) Que me abraça e acolhe Nos seus braços de história e de fado. Vou percorrer as Avenidas As artérias que trazem Vida à minha amiga. De negro vou dançar, esta noite, a outra noite, Todas as noites... Vou dançar nos lugares da cidade Até ela não mais querer abraçar (-me).
publicado por crowe às 22:43
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Gotas pesadas
caem do teu peito
derramadas
desse verde
que ora é azul
ora  cinzento
como no dia em que te conheci
sorriso aberto
menina traquina
para quem é do frio
gelada mesmo
transpiras sensualidade
calor intenso
que faz sonhar
corar até
gotas brotarão novamente
no dia em que nos despimos
nos desnudamos um pouco
mostramos as nossas almas
segredos expostos
falamos da vida
mulher sensível
doce e meiga
de suaves curvas
olhar profundo
longos decotes
que nos faz  sonhar
corar até
hoje pediste-me
que fale de ti 
e eu não sei o que dizer
poderia dizer
que és especial
única
mulher sexy sensual
com sensibilidade
que nos toca
emotiva
simplesmente do caraças
mas isso
já alguém disse.

@Autor: Passodianisto
(mais um brinde... de alguém k felizmente passa_o_dia_nisto. ;))
publicado por crowe às 22:14

28
Set 04
200021278-001.jpg

De uma janela
Vejo o mundo mascarar-se de branco.

As nuvens crescem e expandem-se
Elas misturam-se com o céu
E o céu com a terra
Como numa aguarela!

Um branco frio,
Cai em flocos com candura
Beija o ar
E esmorece na palma de uma mão
Pequena! Mão quente de criança!

O Inverno
Visita-me e aloja-se na minha janela!
publicado por crowe às 13:31

Encontro-te por vezes. Encontro-te e reconheço-te como sempre o fiz, inúmeras vezes, reconheço o teu cheiro, a tua voz, e a tua lânguida dança com a vida é-me familiar desde há muito. Chamo-te por um nome que respira quietude e acalmia, que sabe a confidência temperada com companheirismo fraternal, e em cujo ameno clima me gosto de perder e encontrar. Os nossos ombros são velhos conhecidos, entendem-se, percebem-se, são irmãos. Sirvo-te de cicerone pelas ruelas esconsas e lúgubres da minha vida, nos dias em que nuvens carregadas de raiva e dor atiram selvaticamente o mar contra a barra, levo-te, ao mesmo tempo, aos mais belos e solarengos miradouros, nos dias em que o Sol se espraia preguiçosamente nas pedras da calçada e brinca às escondidas com os meninos de rua. Tenho o teu sorriso emoldurado numa galeria que visito de tempos a tempos, onde fazes companhia a mundos que em tudo são iguais e que em tudo são diferentes. Reconheço-te. E isso apraz-me.
Noutros dias, em que nos viramos do avesso, em que nos tornamos pantomimos e cantores, músicos e dançarinos, em que o aprendido e provado, tornado hábito reiterado, sucumbe ao jugo do instinto, ofuscas-me com o brilho da diferença, vestes-te de uma sensualidade felina e explodes numa imensidão de sentidos em fugazes segundos. E sinto um formigueiro ditador e ciumento, que se torna impossível de ignorar, que é avaro na libertação mas célere na escravatura. Agacho-me, brinco com uma terra que cheira a gravidez de vida, pego num gomo de pedra dura e penso em estraçalhar a moldura na qual sorris para mim, desse modo que é só teu, com um golpe certeiro. E no meio do furacão de violência e destruição deste gesto, o términos mescla-se com o nascimento, e a vontade de pintar um quadro novo só para ti, no qual me esqueço da tua cara apenas para a descobrir com os meus dedos, brota dentro de mim como uma água pura e cristalina.
Mas opto sempre por te continuar a reconhecer.

@Autor: Mr.Utopia
publicado por crowe às 10:03

27
Set 04
Essa dor
que te bate forte no peito
que foi amor
jaz num leito
que te faz chorar

Essa dor
escondida
que foi amor
que te atormenta a vida
que te fez sonhar

Essa dor
ja n te deixa dormir
que foi amor
que teve de partir
te faz recordar

Essa dor
deixou saudade
que foi amor
perdeu-se na idade
não te deixa sossegar

Essa dor
que ja não volta
que foi amor
agora está solta
tens q te libertar

@autor: Passodianisto
publicado por crowe às 19:12

Brilhando na noite apareceste tu vinhas luminosa sorrindo tal qual a lua com ar de menininha com os teus sonhos os teus segredos a tua vontade de ser feliz uma vida cheia e coisas boas e tambem de dor mas sempre com um sorriso aquele ar de quem se resigna mas avança de quem não cansa na sua eterna procura com paciencia sem arriscar mas com vontade férrea não deixa sempre de sonhar @autor: Passodianisto
publicado por crowe às 19:07
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24
Set 04

Quem me dera ter-te aqui,

Rodear-te o corpo como se fosse uma serpente…

Enroscar-me em ti ritmadamente,

De forma quente e sedutora,

Percorrendo-te a pele, centímetro a centímetro,

Tocando em segredo o corpo oculto

Dos teus sonhos!

Quem me dera ter-te aqui e poder perder-me em ti,

Sorver réstias de suspiros da tua boca quente

Serpentear em ti… sem pressas

Numa melodia nossa.

Num coro de suspiros e gemidos mudos.

E antes do fim, poder entrelaçar-me em ti

Perdendo-me no teu olhar

Fruindo do teu hálito quente com sabor a maresia.

E tocar-te, dançando devagarinho, a alma,

Sabendo que eras meu… tal como eu: tua!

publicado por crowe às 01:28
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23
Set 04
ab04870.jpg
Sinto falta do toque suave das tuas mãos..
Como as imagino..
Meigas...
Tocando a minha face,
os meus cabelos...
Preciso do brilho dos teus olhos
Que fiques comigo...
...e em mim
Dois corpos , alma una....
Sentir que embora livre...
...me prendes na tua alma,
Sempre!
@autora: Cassiopeia_
(mais uma alma em versos)
publicado por crowe às 22:55

22
Set 04
RL001408.jpg
No ínicio dos tempos,
Quando as almas eram jovens,
Reinava a inocência,
Tudo era belo
Tudo era bom
Não havia medo,
Andavamos nús.
Hoje tudo é diferente,
Tudo é cinzento,tudo difuso
Precisamos de nos esconder,
Usar máscaras e já não voamos
Estamos amarrados
Presos a amarras invisíveis mas,
Numa próxima roda da vida
Seremos crianças outra Vez,
Enfim,
Livres!

@autor: passodianisto
publicado por crowe às 11:36

18
Set 04
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Um dia, timidamente, sorris.
No dia seguinte: ris!
Nos dias seguintes: voas solto
Como uma ave de papel
Tentando alcançar o sol…
A meio da tua viagem
de ave transformas-te em anjo!
Não tens asas de papel!
As tuas asas são os braços que abraçam,
As mãos que tocam e acariciam,
As bocas que se juntam e se deliciam!

Voas alto com o riso nos lábios.
Olhos fechados
Mentalmente hipnotizados por um sol!
Não há brisa, vento ou tempestade
Que te afaste da liberdade
Do caminho ao sol: a felicidade!
Voas alto e, sem aviso,
Quando chegas… cais!
É o segredo que ninguém te conta
Mesmo a quem emprestam asas,
Mesmo quem chega ao sol,
Cai!
la9325-001.jpg
Até os anjos, de asas emprestadas, caem!
Cais, levantas-te!
Dói!
Perdes o coração! A identidade!
Ganhas a dor (até perderes a consciência)!
Ninguém disse que não era assim!
Vais voar, vais cair,
Até os anjos caem!
Sim, é tudo verdade!
Mas quem tem asas uma vez…
Tem outra e outra, e outra vez!

Voa,
Ri, chora
Apaixona-te! Desapaixona-te
Pela Vida, pelo mundo
Por ele, por ela
Por gente…toda a gente!
brxbxp38091.jpg
publicado por crowe às 22:17

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